Por outro lado, notícia do mesmo quilate que causou imensurável impacto cultural no país, além da realização do Congresso em si, foi a presença francesa do filósofo, escritor e “pai do existencialismo”, Jean-Paul Sartre (1905-1980) no evento. Naqueles idos, Sartre já era um dos intelectuais mais respeitados do mundo. Foi em Recife, que este francês teve contato mais profícuo com a jornalista, ex-deputada federal, Cristina Tavares, que através da política muito elevou o nome de Garanhuns. Há quem afirme que a relação Sartre/Cristina foi além da afinidade intelectual. Porém, especula-se apenas.
O autor de “A idade da razão” (1945), sempre foi considerado modelo de intelectual engajado. Curiosidade: após ter ganhado o Nobel (em 1964), recusou receber o prêmio, alegando que “nenhum escritor pode ser transformado em instituição”. Foi essa figura que a jornalista passou a admirar e pôde realizar-se ao ter vários encontros durante sua passagem por Recife em 1960. Foi uma admiração recíproca. Que foi além dos dois, e atingiu a compnaheira de Sartre, Simone de Beavoir, que se admirava com a magia com que Cristina falava das divergências da sociedade patriarcal de nosso país e da emersão da mulher brasileira.
Sobre Tavares, em 1963, Sartre escreveu em sua autobiografia: “Eu não teria compreendido Cristina, se ela não tivesse o caráter que tinha. Ao mesmo tempo, isso me confundia um pouco. Mas era uma qualidade secundária. A qualidade primeira era ela, seu corpo, não seu corpo como objeto sexual, mas seu corpo e seu rosto como resumindo essa afetividade não conhecível, não analisável, que era a base de minhas relações com a mulher”.
(Foto: Cristina e Sartre num de seus encontros em Recife, no ano de 1960)







Nenhum comentário:
Postar um comentário