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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Congresso Literário: Sartre e seu encanto pela única deputada federal que Garanhuns teve

Por estes dias, o Jornal do Commercio deu considerável enfoque aos completos 50 anos do I Congresso Brasileiro de Crítica e História Literária, que aconteceu de 07 a 13 de agosto, no ano de 1960, nas dependências da Faculdade de Filosofia de Pernambuco da Universidade do Recife. Não é preciso externar o momento ímpar que viveu a capital pernambucana, outrora. Só as presenças de Sérgio Buarque de Holanda, Eduardo Portela, Jorge Amado, Afrânio Coutinho, Gilberto Freyre, Wilson Martins, Waldemar Oliveira, Luiz Costa Lima, entre outros, já acusam por si o êxito que foi o evento.

Por outro lado, notícia do mesmo quilate que causou imensurável impacto cultural no país, além da realização do Congresso em si, foi a presença francesa do filósofo, escritor e “pai do existencialismo”, Jean-Paul Sartre (1905-1980) no evento. Naqueles idos, Sartre já era um dos intelectuais mais respeitados do mundo. Foi em Recife, que este francês teve contato mais profícuo com a jornalista, ex-deputada federal, Cristina Tavares, que através da política muito elevou o nome de Garanhuns. Há quem afirme que a relação Sartre/Cristina foi além da afinidade intelectual. Porém, especula-se apenas.

O autor de “A idade da razão” (1945), sempre foi considerado modelo de intelectual engajado. Curiosidade: após ter ganhado o Nobel (em 1964), recusou receber o prêmio, alegando que “nenhum escritor pode ser transformado em instituição”. Foi essa figura que a jornalista passou a admirar e pôde realizar-se ao ter vários encontros durante sua passagem por Recife em 1960. Foi uma admiração recíproca. Que foi além dos dois, e atingiu a compnaheira de Sartre, Simone de Beavoir, que se admirava com a magia com que Cristina falava das divergências da sociedade patriarcal de nosso país e da emersão da mulher brasileira.

Sobre Tavares, em 1963, Sartre escreveu em sua autobiografia: “Eu não teria compreendido Cristina, se ela não tivesse o caráter que tinha. Ao mesmo tempo, isso me confundia um pouco. Mas era uma qualidade secundária. A qualidade primeira era ela, seu corpo, não seu corpo como objeto sexual, mas seu corpo e seu rosto como resumindo essa afetividade não conhecível, não analisável, que era a base de minhas relações com a mulher”.

(Foto: Cristina e Sartre num de seus encontros em Recife, no ano de 1960)

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